Algo importante e que me chamou atenção na ultima apresentação e aula da Adrianna foi sem dupla a colocação do duplo como algo tangível e base de estudo. O duplo nada mais é do que a projeção que você faz sobre você mesmo em outros personagens, em suma, uma fuga para realidade.
Levei algum tempo pensando e é engraçado como todos temos os tipos chave de personagens, artistas e qualquer outro tipo de ícone que nos inspiramos, não somente por ele e, sim, por nos projetarmos neles. Como quando vamos ao cinema, acompanhamos uma carreira – seja de que gênero e lugar pertença o artista ou personagem – ou lemos um bom livro. Nesse post não venho por um bom livro para vocês lerem ou qualquer coisa desse gênero, venho posta o meu duplo ou o mais comum do meu duplo: Cidadão comum investigando.
Depois de um tempo percebi que esse tipo de personagem é o que mais me interessa, seja em qual universo ele se encontre, acontece em Harry Potter, assim como em meu livro favorito: A sombra do vento. A historia é basicamente sempre a mesma, é alguém comum – nem tão irritante e nem tão bom, alguém apenas tragável – que acaba por alguma maneira se metendo em alguma trama de investigação onde tem que bancar o Sherlock Holmes mais que atrapalhado, sendo que na narração acompanhamos as peripécias e façanhas. O meu duplo em especial é Daniel Sempere, de A sombra do vento. Mas também pode ser Daniel, de Queria que você estivesse aqui, que foi o ultimo livro que li. Também poderia ser Sookie Stackhouse, das Novelas de Sookie Stackhouse.
Em suma, o duplo não se restringe a sexo, cor, raça, sexualidade ou crença, o duplo não é um personagem em si e sim a maneira na qual você se projeta naquele momento em algum ícone, seja ele real ou fictício, deixando se levar e ver pelas aventuras dele. O meu é esse, qual o seu?
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