segunda-feira, 23 de maio de 2011

Interpretando tudo

Mesmo com o ruído colocado por Shannon e Weaver, a interpretação do receptor é completamente ignorada, colocando o receptor apenas como um meio de receber e – mesmo com algum espécie de ruído - aceita e anui tudo que é imposto. Vindo e colocando o receptor como meio pensante e dotado de um “feedback” Osgood e Schramm concluem que o após receber a mensagem, o receptor tem oportunidade e pensar e interpretar o que lhe foi imposto e ter uma resposta sensorial, intuitiva e coordenada para tal informação, sendo o ato de não responder, já sendo um meio de reação.

Analisando tão conclusão com a leitura que eu estava fazendo na mesma época, pude ver claramente na narrativa a interpretação e a maneira com a qual o personagem principal Daniel tem sobre uma obra musical dada por sua melhor amiga. O livro é “queria que você estivesse aqui” conta a historia de um arquiteto trintão que ao completar a idade recebe um pé na bunda de sua noiva no dia de seu aniversario. Deprimido por dias decide escutar o disco que ganhou de sua melhor amiga que tinha acabado de chegar da França. O disco é de uma cantora nada conhecida, seu nome é Eva Winter e estranhamente parece que cada musica conta um pedaço da vida de Daniel.

O arquiteto por sua vez, interpreta aquilo como um sinal e vai atrás de Eva, mudando sua vida e mais ainda a vida da cantora. O livro é bem leve e não tem nenhum propósito a mais que entreter. Entretanto, podemos analisar a maneira que Daniel reage a qualquer tipo de estimulo dado pelas canções ou ate mesmo por Eva – seja em suas fotos ou em suas apresentações ao vivo – de maneira que tudo parece ter um significado.

Somos assim, recebemos uma mensagem, seja ela com ruído ou não e interpretamos automaticamente e ate mesmo quando nos recusamos fazer, já estamos o fazendo inconscientemente.

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