domingo, 1 de maio de 2011

Morto até o anoitecer - Charlaine Harris.

McLuhan nos expõe as mudanças de uma tecnologia para outra – assim como sua própria mudança. Apresenta-nos uma nova visão, mostrando que o fato de que ler rapidamente não é exatamente uma coisa ruim. Hoje com o advento das tecnologias cada vez mais imediatistas a leitura rápida – muitas vezes confundida com distração – tem um papel importante. A mudança do Livro para o jornal, depois rádios, TVs e por ultimo internet.

Com a mudança das tecnologias a mudança nos processos de associação e absorção também se modificam, se tornando mais rápidas e diretas. O autor nos cita o exemplo onde em uma pesquisa as pessoas que viram o mesmo discurso na tv, radio, pessoalmente e livro, absorveram mais pela tv, onde estimulam todos os sentidos e não tem distrações como roupas extravagantes ou coisas do gênero.

O jornal(ou livro diário) veio trazendo um novo sentido e um espírito forte de nacionalidade, com a globalização esse espírito vem se tornando mais amplo, e superando a barreira do nacional, e indo para o humano. A cultura é apresentada de outra forma e com ela formam-se os ícones mundiais, sejam eles oriundos de qualquer cultura.

Todos os meios de comunicação tem como objetivo principal unir a população, é por meio da identificação social que o homem pode se identificar como parte de algum povo, parte de algo. Primeiro a cultura oral, depois livros, jornal e por ultimo Internet.

Já no livro da Charlaine Harris, você pode ver o quanto a autora não nos impõe isso, mostrando um sociedade quase totalmente oralizada, nos mostrando mesmo que uma sociedade “alternativa”, onde os vampiros vivem livremente. Ela nos mostra a forma onde a cultura oral é a mais importante. Onde os costumes populares falam mais alto, assim como os preconceitos. Mostra-nos que mesmo nos dias atuais com internet e todo esse advento, a cultura escrita nada mais é do que um adereço, onde o que realmente interessa é a cultura oral, a cultura do dia a dia.

Ícones são criados e moldados para unir a população de alguma forma, unir no âmbito humano e social, não somente nacional – por mais que ícones nacionais também existam e sejam bem marcantes(ex: Fátima Bernardes e William Bonner). Charlaine nos põe a par de uma sociedade interiorana e pacata, mostrando o interior realmente, colocando a globalização como algo constante, mas mesmo assim, um acessório.

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