domingo, 29 de maio de 2011

Dica de Filme: O Sorriso de Mona Lisa!

E aí pessoal? Aqui estou eu mais uma vez trazendo uma dica imperdível de filme. Essa vai ser a minha última dica, e portanto, fechando a matéria do semestre, eu trago um exemplo para um assunto que gerou muita discussão em sala e polêmica. Afinal, o que é arte e o que não é?
Walter Benjamin discute esse conceito no seu ensaio "A Obra de Arte na Época de sua Reprodutibilidade". Ele fala sobre o que pode ser considerado arte ou não. Sobre a reprodução da verdadeira obra de arte em grande escala. Sobre a perda da "aura", que é a alma da obra de arte.
Enfim, ele nos mostra diversos pontos sobre esse assunto, que já foram citados e exemplificados também nos posts anteriores dos nossos colegas.

Um bom exemplo para esse assunto é o filme que trago para vocês hoje: O Sorriso de Mona Lisa. Considerado pelos críticos com o novo "Sociedade dos Poetas Mortos", o filme nos tras uma discussão bastante interessante sobre esse conceito de arte. Além de um elenco incrível.

Na trama temos Julia Roberts como Katherine Watson, uma recém-graduada da universidade UCLA, contratada para dar aulas de História da Arte no prestigioso colégio de moças Wellesley College em 1953. Determinada a confrontar os antigos costumes da sociedade e da instituição que os adota, Katherine inspira suas tradicionais alunas, incluindo Betty (Kirsten Dunst) e Joan (Julia Stiles), a desafiar as vidas que elas esperam levar.

O filme é bem interessante, pois como Katherine é uma professora de História da Arte, boa parte do filme se passa na sala de aula onde ela e suas alunas discutem diversos conceitos de arte. Além disso, o próprio título do filme faz referência a maior obra de arte de todos os tempos, a Mona Lisa. Nesse caso, se refere ao sorriso misterioso dela, pois essas garotas da década de 50, destinadas a serem educadas para ser dona de casas, exemplificam o mesmo sorriso da dona da obra de arte, misterioso, feliz? Mas morrendo por dentro.

Espero que vocês aproveitem essa dica e que tenha gostado das demais postadas no blog. O filme é muito bom. Eu deixo vocês agora com o trailer do filme, pra não perder o costume. Até breve.

Mona Lisa Smile - EUA - 2003 - 117 min. Drama

reprodutibilidade técnica.

a influência da mídia.

Indústria cultural é o nome dado a empresas e instituições que trabalham com a produção de projetos, canais, jornais, rádios, revistas e outras formas de descontração, baseadas na cultura, visando o lucro. Sua origem se deu através da sociedade capitalista que transformou a cultura num produto comercializado.

A principal forma cultural construída por essas indústrias é a televisão, que ensina e forma indivíduos cada vez mais cedo. Nela podem-se observar diferentes temas e culturas expostas a qualquer horário e idade. Os conteúdos nela existentes possuem mensagens subliminares que conseguem escapar da consciência, o que tende a provocar alienação. Diante disso, pode-se perceber este meio cultural como um produto bom que é capaz de mostrar conteúdos reveladores e contribuir para o desenvolvimento humano e um produto ruim capaz de alienar uma pessoa, levando-a a pensar e agir como lhe é proposto sem qualquer tipo de argumentação.

escola de Frankfurt.

A Arte e a Reprodutibilidade Técnica

A obra de arte sempre foi reprodutível. O Homem sempre imitou o Homem. No entanto, a reprodução técnica que constituí algo totalmente novo tomou um papel de força na História da Humanidade.

Os Gregos conheciam apenas dois processos de reprodução técnica sendo eles, a fundição e a cunhagem. As moedas e os bronzes eram as únicos obejctos que se podiam produzir em massa. Mais tarde, as artes gráficas passaram a ser reproduzidas pela xilogravura e depois, com a chegada da impressão também a escrita se tornou um fenómeno de reprodução em massa. Porém, o avanço decisivo e que possibilitou às artes gráficas a sua venda no mercado foi a chegada da litografia no século XIX. Desta forma, para além de haver produtos em massa havia também produtos com novas formas e todos os dias. Serviu também para ilustrar o quotidiano.

Poucas décadas depois, eis que chega a tecnologia da fotografia que ultrapassa em todos os sentidos a litografia. Muito mais rápido do que desenhar e com a ausência de mãos habilidosas e talentosas, a fotografia acelera de uma forma extraordinária o processo de reprodução de imagens. Com esta nova técnica, o valor de culto que até agora tinha uma vertente unicamente espiritual e mágica é afastado pelo valor de exposição. Apenas os retratos de entes queridos continuam a abranger um culto de recordação que não pode ser sobreposto por ninguém.

O cinema foi outra das formas que acelerou o processo de reprodutibilidade com a reprodução técnica do som a ter um papel bastante importante. O facto do cinema se querer enquadrar no conceito de “arte” causou uma modificação nos efeitos e no objecto da reprodução técnica que passou a ser a totalidade das obras de arte provenientes de épocas anteriores

Abaixo segue um curta conceitual feito por alunos de outra universidade, sobre a reprodutibilidade técnica:

visão, som e fúria.

Para McLuhan "toda tecnologia gradualmente cria um ambiente humano totalmente novo" e a era eletrônica já criou o seu a partir do ambiente mecanizado da era industrial. McLuhan sustenta que "o novo ambiente reprocessa o velho tão radicalmente quanto a TV está reprocessando o cinema, pois o 'conteúdo da TV é o cinema". Na visão do autor, o que importa é o efeito mental imediato dos meios de comunicação e não as mensagens que veiculam. Desta idéia surgiu a formulação mais polêmica de McLuhan: "O meio é a mensagem". E a mensagem de um meio é sempre outro meio (a mensagem da escrita é a fala; a da imprensa, a linguagem escrita; a do telégrafo, a palavra impressa, e assim por diante). A importância de um meio reside na mudança de escala nas relações humanas por ele introduzida (a noção de distância/tempo, por exemplo, mudou após a invenção do trem e do avião)

A Teoria Crítica e Seus Pensadores

Segundo a lógica de indústria cultural, todo e qualquer produto cultural - um filme, um programa de rádio ou televisão, um artigo em revista etc. - não passa de uma mercadoria submetida às mesmas leis de produção capitalista que incidem sobre quaisquer produtos industrializados: um sabonete, um sapato ou quaisquer outros objetos de uso. Diferentemente destes, os produtos da indústria cultural são simbólicos, produzindo nos indivíduos efeitos psíquicos de que os objetos utilitários estão isentos.

Entretanto, todos ilustram igualmente a mesma racionalidade técnica, o mesmo esquema de organização e de planejamento administrativo que levam à uniformização e à padronização. Em função disso, a ubiqüidade, a repetitividade e a estandardização da indústria cultural fazem da moderna cultura de massa um meio de controle psicológico inaudito.

O termo indústria cultural viria a substituir a expressão cultura de massa, que sugere impropriamente uma cultura nascida espontaneamente das próprias massas ou uma forma contemporânea de arte popular (WOLF, 1995: 75)

Ela propõe a teoria como lugar da autocrítica do esclarecimento e de visualização das ações de dominação social, visando não permitir a reprodução constante desta dominação (na verdade, esta formação crítica a que se propõem os pensadores de Frankfurt pode ser entendida como um alerta à necessidade do esclarecimento da sociedade quanto às ordens instituídas). Neste sentido, a Teoria Crítica visa oferecer um comportamento crítico nos confrontos com a ciência e a cultura, apresentando uma proposta política de reorganização da sociedade, de modo a superar o que eles chamavam de "crise da razão" (nova crítica ao Funcionalismo). Eles entendiam que a razão era o elemento de conformidade e de manutenção do status quo, propondo, então, uma reflexão sobre esta racionalidade.

Desta forma, há uma severa crítica à fragmentação da ciência em setores na tentativa de explicar a sociedade (ordens funcionais - a sociedade entendida como sistemas e sub-sistemas). Assim, propõem a Dialética como método para entender a sociedade.

Abaixo, segue slide show que apresenta os principais pensadores da Escola de Frankfurt e a teoria crítica.

A Escola de Frankfurt e a Atualidade

Quem lê não acredita de imediato que a escola de Frankfurt surgiu há tanto tempo atrás. Não é preciso ser conhecedor pleno do assunto para perceber que os pensadores alemães estavam há anos luz de seu tempo. Isso porque em suas teorias, já era possível perceber aspectos que nos são comuns como, por exemplo, a banalização da cultura ou mesmo a apropriação de bens culturais no cotidiano.

Um caso curioso, praticamente uma “premonição” dos frankfurtianos, é a apropriação de referências de obra de arte feita pela publicidade.

A publicidade se destaca cada vez mais pela representação da vida como recurso de aproximação entre cliente e produto, e esse é mais um exemplo nítido do oportunismo da publicidade. Os anúncios inusitados são fictícios, mas se levarmos em consideração o avanço dos recursos e o aumento da necessidade de consumo do mundo moderno, não é de se espantar quando nos depararmos com alguma página de revista usando tal estratégia, comprovando definitivamente as “premonições” dos pensadores da escola de Frankfurt.

Abaixo, segue alguns exemplos de publicidade se utilizando de referências artísticas.







A Evolução dos Meios de Comunicação


É curioso como os meios de comunicação com o passar do tempo sofrem mudanças. Antigamente era de costume tanto ouvir as notícias, como escutar trechos de novela no rádio. E com o passar do tempo, a tecnologia foi aprimorando seus veículos de comunicação, levando em seguida do rádio, o surgimento da televisão, um sistema eletrônico de recepção de imagens e som de forma instantânea. Possibilitando hoje, para nós telespectadores a essência e o poder de assistir vários programas de televisão, incluindo telejornais, novelas, seriados, etc.

Apesar de estar acontecendo várias mudanças positivas na comunicação, o uso da tecnologia traz como consequência algumas dependências, fazendo com que o usuário de determinado veículo fique cada vez mais alienado neste meio, deixando de fato de aproveitar e apreciar os outros veículos de comunicação. Um exemplo nato para isso é o surgimento da internet, uma forma de notícia rápida e instantânea por um meio digital.

O virtual está cada vez mais presente na vida das pessoas. Estes estão cada vez mais cedo fazendo uso de tais artifícios, seja para se comunicar, divertirem ou servir de suporte para os estudos.

Abaixo vou colocar um vídeo que fala um pouco sobre a evolução dos meios de comunicação:

teoria funcionalista.

A Teoria Funcionalista aborda globalmente os meios de comunicação de massa no seu conjunto. A questão de fundo já não são os efeitos, mas as funções exercidas pela comunicação, o que a distancia das teorias precedentes. Consiste, resumidamente, em definir a problemática dos mass media a partir do ponto de vista do funcionamento da sociedade e da contribuição que os mass media dão a esse funcionamento. Dessa forma, a Teoria funcionalista representa uma importante etapa na crescente e progressiva orientação sociológica da communication research.

teoria da informação.

também conhecida como teoria matemática da comunicação, cirada com a finalidade de eliminar os ruídos, ou seja, eventuais problemas de transmissão da mensagem entre dois pontos.
o vídeo explica bastante o que é a teoria...

LULA CÁ, LULA LÁ

teoria da persuasão, também chamada de teoria empírico-experimental, paralelamente a teoria empírica de campo, conduz ao abandono da teoria hipodérmica. Oscila entre a idéia de que é possível obter efeitos relevantes se as mensagens forem adequadamente estruturadas e a certeza de que, frequentemente, os efeitos que se procurava obter não foram conseguidos. Persuadir os destinatários é possível se a mensagem se adéqua aos fatores pessoais ativados pelo destinatário ao interpretá-la.
CAUSAS -> PROCESSOS PSICOLOGICOS INTERVENIENTES -> EFEITOS

um exemplo é a campanha do ex-presidente Lula.

sábado, 28 de maio de 2011

"compre baton, compre baton"

Conhecida também como 'teoria da bala mágica', sugere que uma mensagem lançada pela mídia é imediatamente aceita e espalhada entre todos os receptores em igual proporção. Foi lançada no período entre guerras, ou seja, entre a primeira e a segunda guerras mundiais. É a MANIPULAÇÃO.

esse vídeo foi feito por alguns alunos de outra faculdade, mas achei bastante interessante, explica bem o que é a 'teoria hipodérmica'.

outro comercial bem conhecido por ter usado a teoria foi esse, da Garoto. "compre baton, compre baton"...

quinta-feira, 26 de maio de 2011

O que é arte?

Afinal de contas o que é arte? O que poderia ser considerado arte nos moldes atuais? Talvez uma musica poderia ser considerada arte? Segundo Walter Benjamin a aura perdia-se na reprodução em massa de algum produto, entretanto, quando a mesma musica – ou peça – apresentada pelo autor, aquilo poderia sim resgatar a aura, era como se a aura tivesse ligada intimamente com o autor, trazendo a idéia de que somente o original, a fonte poderia apresentar tal conceito e fazer daquilo arte.

Bejamin também acreditava que essa aura perdia-se na criação de filmes devido ao processo lento e completamente quebradiço, onde o ator não teria uma continuidade da cena, podendo refazê-la varias vezes até ficar da maneira planejada. Entretanto uma questão maior e mais pertinente a mim ficou: Um cantor que canta musica ao vivo, aquilo é arte? Quando a musica for gravada no cd, é considerada arte? Quando outra banda se apodera daquela composição e por alguma forma de dadaísmo ou algo assim, faz sua versão, aquilo ainda é considerada arte?

Podemos tomar o exemplo de uma musica da jovem cantora “Willow Smith”:

E da banda nacional “Banda Uó”:

Poderia ser considerado arte as duas versões, ou nenhuma delas poderia ser consideradas artes já que perderiam sua “aura” quando fossem reproduzidas e gravadas de maneira exaustiva e completamente técnica? No fim das contas, o que você considera arte?

Mera Coincidência


Mera Coincidência é um filme interessantíssimo que fala sobre o grande poder que a mídia carrega consigo e sobre o cumprimento da agenda. "O presidente dos Estados Unidos (Michael Belson), a poucos dias antes da eleição, se vê envolvido em um escândalo sexual e, diante deste quadro, não vê muita chance de ser reeleito. Assim, um dos seus assessores entra em contato com um produtor de Hollywood (Dustin Hoffman) para que este "invente" uma guerra na Albânia, na qual o presidente poderia ajudar a terminar, além de desviar a atenção pública para outro fato bem mais apropriado para interesses eleitoreiros".

Esse filme bem humorado trata de um tema bastante polêmico da atualidade: o poder de manipulação da mídia. Nele, podemos ver claramente o que acontece quando os 'donos do mundo' querem desviar a atenção das pessoas para que elas não pensem sobre determinado assunto. Prova disso é o ensino nos EUA, que não é tão relevante em relação a outros países. Mas por que isso? A resposta é aquela velha história: ensinar menos para que as pessoas pensem menos, e pensando menos, ninguém nota o que as pessoas fazem por detrás das cortinas.

O caso das Torres Gêmeas, por exemplo, segundo a comprovação de especialistas, foi apenas uma peça teatral para desviar a atenção da população. Outro exemplo é a 'eterna' guerra no Oriente Médio. Está mais que óbvio que os americanos estão, há muito tempo, alongando essa guerra, usando de artifícios como a mídia para convencer as pessoas de quem está certo e de quem está errado.

No mais, o filme é bastante irreverente e inteligente. Vale a pena todos assistirem para se interarem um pouco mais sobre o que é agenda. Espero que tenham gostado dessa dica de filme.

Industria cultural: algo bom ou ruim?

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Zeitgeist - O Espírito do Tempo

Há alguns dias atrás eu assisti um curioso documentário sobre mídia, manipulação, persuasão e religião que me esclareceu bastante sobre a teoria que estudamos em sala de aula. Primeiramente, Zeitgeist é um termo em alemão que significa 'espírito do tempo', e que define exatamente o que o filme mostra.


O primeiro tema abordado no documentário é a religião. O narrador explica detalhadamente toda a curiosa história criada sobre a figura religiosa mais conhecida por todos: Jesus. Ele conta que Jesus não exatamente existiu, e que sua história é apenas uma paródia da adoração do sol, provando de forma clara e fornecendo argumentos interessantes para que o telespectador possa pensar de forma crítica a respeito do assunto. Um dos argumentos usados é a de que a história de Jesus foi apenas repetida durante a história. Ra, por exemplo, tem, segundo a cultura egípcia, a mesma tragetória de vida que Jesus teve. Isso sem dúvida alguma é intrigante, mas apesar dos argumentos serem extremamente convincentes, é inegável dizer que a seguinte frase não tenha razão sobre qualquer argumento exposto pelo documentário: religião é o mal necessário.

O segundo e terceiro tema já analisam a sociedade mais atual, mostrando o poder de manipulação da mídia e quais as consequências do uso malicioso de meios como TV e rádio para moldar a cabeça dos cidadãos. No documentário, é falado sobre a farça das Torres Gêmeas (WTC), o controle que políticos têm sobre a sociedade, o endividamento eterno que o banco central tem e terá e o cumprimento da agenda.

Em sumo, é um documentário para abrir os olhos daqueles que ainda estão, de certo modo, perdidos no tempo e no espaço e ainda não entenderam o grande e soberado poder que a comunicação tem. Sem dúvida alguma recomendo esse filme/documentário para que todos assistam. É realmente interessante.

Assista o vídeo na íntegra:




quarta-feira, 25 de maio de 2011

Os Filmes, Os Duplos e Os Cosplays!

E aí galera? Mais uma vez venho aqui pra falar da sétima maravilha do mundo da arte: o cinema. Mas dessa vez, deixando de lado as dicas de filmes, vou tratar de outro assunto bastante interessante e que é um exemplo bem legal da matéria que estamos estudando. Trata-se da Teoria do Duplo.
Mas o que fala essa teoria? Bom, resumindo e repetindo o que os colegas já falaram a respeito nos outros posts, a Teoria do Duplo é nada mais nada menos do que uma projeção que você faz sobre você mesmo em um outro personagem ou pessoa. Seja em uma celebridade ou um personagem de sua história favorita. A pessoa se espelha no seu ídolo na forma de se vestir, de agir ou de pensar. É de fato uma fuga da realidade.

Eu não poderia dar um exemplo melhor do que vindo da minha pessoa: o cosplay.
Para quem não sabe, cosplay é a abreviação da expressão "Costume Play", que em português poderia ser traduzido como "Representação de um Personagem a Caráter". A arte do cosplay existe há mais de 60 anos, porém só se tornou realmente popular nas últimas duas décadas.
A cada dia ela se torna cada vez mais popular, principalmente aqui no Brasil. Antigamente era mais popular no Japão e no EUA.

Fazer um cosplay é nada mais nada menos do que estar usando e abusando da nossa Teoria do Duplo. A pessoa escolhe um personagem, uma celebridade, enfim, seu ídolo. Produz a roupa, vai atrás dos acessórios e voilá. Fica perfeitamente caracterizado como ela. Feita no mundo inteiro para diversas ocasiões. Festas são o de menos. Os cosplays são mais vistos em eventos e principalmente em estréias dos filmes chamados "blockbusters".

A brincadeira já se tornou tão organizada que existem hoje em dia concursos mundiais para eleger o melhor cosplay do mundo (com um exelente prêmio em dinheiro).
A brincadeira pode ser considerada uma arte, apesar de ser uma reprodução daquela figura famosa, mas por todo o processo que envolve ela. A confecção das roupas e acessórios. O treino, as vezes para encarnar o personagem, que aliás fazer cosplay não é apenas se vestir, a pessoa encarna aquele personagem também.

A foto que ilustra o post foi uma foto publicada no Jornal O Povo em novembro de 2010. Nela temos eu e mais 3 outras cosplayers de Harry Potter.
Somos cosplayers há anos. Nas estreías de Harry Potter ficou cada vez mais comuns as pessoas irem a caráter, ou melhor, de cosplays para o cinema. É muito divertido ver os diferentes tipos de cosplays, idades, sexos e personagens.
Pra mim é um excelente exemplo da Teoria do Duplo, falo porque como sou um cosplayer há anos e admiro muito essa "arte" de fazê-los, sei o que sentimos quando encarnamos nossos personagens.

Como a teoria mesmo fala, é uma fuga da realidade. Por um dia esquecemos quem somos, vivemos em um mundo mágico, vestimos nossas melhores roupas, e encarnamos os jeitos e tudo o que tiver direito dos nossos personagens favoritos. O último filme da série Harry Potter estréia nos cinemas do mundo inteiro em menos de 50 dias, e como não poderiamos deixar de fora, nós estaremos lá prestigiando esse evento pela última vez, com nossos melhores "trajes".Espero que vocês tenham gostado do post. Até a próxima.

terça-feira, 24 de maio de 2011

E então, é arte ou não é arte?

O texto A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica nos mostra o ponto de vista de Walter Benjamin sobre vários tópicos importantes que abordam o tema arte. Quando o assunto é aura, ele escreve "em suma, o que é aura? É uma figura singular, composta de elementos espaciais e temporais: a aparição única de uma coisa distante, por mais perto que ela esteja". Em outras palavras, aura é todo o conceito que uma arte carrega, é o também contexto socio-econômico e cultural que ela traz consigo.

Em seu texto ele também fala sobre culto da obra e seu valor de exposição. E é exatamente esse ponto que nos interessa nesse post. Na nossa última aula de Teoria da Comunicação, foi aberto um debate na sala de aula com exatamente esse tema, onde nos foi passado que o valor de culto não era tão mais evidente na sociedade atual, mas que em alguns casos, ele ainda existe. Como por exemplo, o culto à um determinado filme. De fato, o culto a um determinado filme parece agregar algum valor, mas segundo Benjamin, valor de exposição e valor de culto são pólos extremos e destoantes (um não existe ao lado do outro), e as produções Hollywoodianas têm um valor de exposição muito mais evidente do que um valor de culto. Então fica a pergunta: será mesmo que o culto a um filme agrega realmente ulgum valor na nossa sociedade atual?

Essa pergunta fica para vocês. Agora ou vou dar meu ponto de vista em relação à outro tema debatido em sala de aula: cinema é arte ou não é? Bem, muitos tiveram opiniões adversas sobre o assunto. Até mesmo Benjamin se mostra um tanto quanto confuso em sua explicação. Talvez ele tenha razão em dizer que em determinadas situações, cinema não é arte, mas meu ponto de vista é outro.




A história, junto com a ciência, já provou que o cinema foi uma técnica descoberta no século XIX, mas que bem antes disso, há aproximadamente vinte e cinco mil anos atrás, o cinema já era pensado pelos homens das cavernas. As pinturas e figuras contavam história na maioria das vezes espirituais.
Outro exemplo de que o cinema já existia muito antes de receber este nome, é a Coluna de Trajano, construída pelo Imperador de mesmo nome. A torre é completamente esculpida, mostrando a cada pequena sequência de imagens uma cena.
Isso prova que o cinema não apenas surgiu, mas ele foi sendo construído e aprimorado. E como os primeiros 'filmes estátitos' já eram considerados arte, o cinema também pode ser considerado. Dizer que cinema não é uma forma de expressão artística é talvez dizer que uma pintura rupestre ou uma escultura talhada impecavelmente não seja arte também.

Ao meu ver, qualquer tipo de filme, seja ele bem produzido ou não, é arte. Banalizado e desvalorizado em relação ao passado, sim, talvez, mas isso não o torna trivial ou não-artístico.


segunda-feira, 23 de maio de 2011

QUAL SEU DUPLO?

Algo importante e que me chamou atenção na ultima apresentação e aula da Adrianna foi sem dupla a colocação do duplo como algo tangível e base de estudo. O duplo nada mais é do que a projeção que você faz sobre você mesmo em outros personagens, em suma, uma fuga para realidade.

Levei algum tempo pensando e é engraçado como todos temos os tipos chave de personagens, artistas e qualquer outro tipo de ícone que nos inspiramos, não somente por ele e, sim, por nos projetarmos neles. Como quando vamos ao cinema, acompanhamos uma carreira – seja de que gênero e lugar pertença o artista ou personagem – ou lemos um bom livro. Nesse post não venho por um bom livro para vocês lerem ou qualquer coisa desse gênero, venho posta o meu duplo ou o mais comum do meu duplo: Cidadão comum investigando.

Depois de um tempo percebi que esse tipo de personagem é o que mais me interessa, seja em qual universo ele se encontre, acontece em Harry Potter, assim como em meu livro favorito: A sombra do vento. A historia é basicamente sempre a mesma, é alguém comum – nem tão irritante e nem tão bom, alguém apenas tragável – que acaba por alguma maneira se metendo em alguma trama de investigação onde tem que bancar o Sherlock Holmes mais que atrapalhado, sendo que na narração acompanhamos as peripécias e façanhas. O meu duplo em especial é Daniel Sempere, de A sombra do vento. Mas também pode ser Daniel, de Queria que você estivesse aqui, que foi o ultimo livro que li. Também poderia ser Sookie Stackhouse, das Novelas de Sookie Stackhouse.

Em suma, o duplo não se restringe a sexo, cor, raça, sexualidade ou crença, o duplo não é um personagem em si e sim a maneira na qual você se projeta naquele momento em algum ícone, seja ele real ou fictício, deixando se levar e ver pelas aventuras dele. O meu é esse, qual o seu?

Interpretando tudo

Mesmo com o ruído colocado por Shannon e Weaver, a interpretação do receptor é completamente ignorada, colocando o receptor apenas como um meio de receber e – mesmo com algum espécie de ruído - aceita e anui tudo que é imposto. Vindo e colocando o receptor como meio pensante e dotado de um “feedback” Osgood e Schramm concluem que o após receber a mensagem, o receptor tem oportunidade e pensar e interpretar o que lhe foi imposto e ter uma resposta sensorial, intuitiva e coordenada para tal informação, sendo o ato de não responder, já sendo um meio de reação.

Analisando tão conclusão com a leitura que eu estava fazendo na mesma época, pude ver claramente na narrativa a interpretação e a maneira com a qual o personagem principal Daniel tem sobre uma obra musical dada por sua melhor amiga. O livro é “queria que você estivesse aqui” conta a historia de um arquiteto trintão que ao completar a idade recebe um pé na bunda de sua noiva no dia de seu aniversario. Deprimido por dias decide escutar o disco que ganhou de sua melhor amiga que tinha acabado de chegar da França. O disco é de uma cantora nada conhecida, seu nome é Eva Winter e estranhamente parece que cada musica conta um pedaço da vida de Daniel.

O arquiteto por sua vez, interpreta aquilo como um sinal e vai atrás de Eva, mudando sua vida e mais ainda a vida da cantora. O livro é bem leve e não tem nenhum propósito a mais que entreter. Entretanto, podemos analisar a maneira que Daniel reage a qualquer tipo de estimulo dado pelas canções ou ate mesmo por Eva – seja em suas fotos ou em suas apresentações ao vivo – de maneira que tudo parece ter um significado.

Somos assim, recebemos uma mensagem, seja ela com ruído ou não e interpretamos automaticamente e ate mesmo quando nos recusamos fazer, já estamos o fazendo inconscientemente.