domingo, 22 de maio de 2011

Billboard Music Awards 2011

Aconteceu nesta noite, em Los Angeles, uma premiação importantíssima da música pop americana. O Billboard Music Awards acontece anualmente e sempre conta com performances interessantes e criativas de bandas e de artistas que estão em ascensão no momento.

Entre as performances, tivemos Rihanna com participação a de Britney Spears, em uma inesperada guerra de travesseiros, cantando a música S&M. Também tivemos Beyoncè, que explodiu de criatividade e deixou todos boquiabertos com a grandiosidade de sua performance.



É interessante observar que todas essas performances tem como principal objetivo a venda do artista. Cada passo da coreografia, cada detalhe no figurino, cada identidade visual tem um propósito: gravar na memória das pessoas o artista não como pessoa, mas como uma marca, que tem sua própria identidade, podendo esta ser ou não semelhante à de outros artistas.

Isso também nos leva a outro assunto: o duplo. A teoria do 'duplo' acontece quando pessoas comuns se espelham em seus ídolos, querendo viver a vida deles, e até mesmo querendo alcançar o reconhecimento que só o ídolo tem. Parece estranho a princípio, mas essa teoria é de fundamental importância para o funcionamento da sociedade.

Mas por que essa teoria é tão importante para o funcionamento da sociedade?

Essa pergunta eu deixo para vocês pensarem, enquanto isso, vamos ver um pouco da interessante e curiosa performance que a cantora Beyoncè nos ofereceu hoje em sua apresentação:





Outra Dica de Filme: Eu Sou O Número Quatro!

E aí pessoal? Tô voltando aqui mais uma vez pra fechar o final de semana de vocês com mais uma dica imperdível de filme.

Ainda pegando carona da Indústria Cultural, trago para vocês o filme Eu Sou O Número Quatro.
Mais um excelente exemplo do que vimos em classe.
A Indústria Cultural tentar popularizar a arte, e lucrar através da reprodução dela em diversos setores ou produtos. Principalmente na questão das franquias de filmes ou livros que se tornaram mundialmente famosos, como Harry Potter e a Saga Crepúsculo. Ambos arrecadam milhões de dólares no mundo inteiro em produtos. Seja em dvds, livros, briquendos, roupas e até mesmo alimentos. Mas o fator importante que essa indústria tem observado é que histórias, ou filmes, baseados em livros lucram muito mais do que apenas filmes de roteiro original. Uma vez que a nova geração tem sido extremamente consumidora de livros. Livros que se tornaram filmes, tem se tornado febres mundiais, e o lucro se torna até mesmo bilionário.

E aí que entra o Eu Sou O Número Quatro. Sabendo dessa, os produtores do filme tiveram uma brilhante idéia. Se franquias baseadas em livros lucram mais que roteiros originais, os produtores decidiram divulgar o roteiro primeiro que o filme e lançá-lo em forma de livro alguns meses antes de sua estréia no cinema. Brilhante né? Foi uma tacada de mestre, pois o filme faturou muito bem no EUA e no mundo inteiro. Os produtores já marcaram a data de lançamento do segundo "livro" para agosto desse ano. E o segundo filme nem se quer começou a ser rodado. Especula-se que o segundo filme irá estrear ano que vem, em 2012.
Mas até lá, o fato é que a franquia já se popularizou e que este poderá até mesmo ser o sucessor da Saga Crepúsculo, uma vez que ambos dividem o mesmo gênero: romance.

E começou com o pé direito, o lucro é mérito não só da história, que é realmente boa, mas também do elenco e da equipe de produtores que se uniram a ela. Produzida por ninguém menos que Michael Bay, diretor de mega produções como a trilogia Transformers, é responsável pelos incríveis efeitos especiais do filme.
O elenco conta com Alex Pettyfer, britânico que se tornou conhecido após protagonizar o filme Alex Rider Contra o Tempo, mas uma adaptação de um best-seller que porém, não vingou no cinema.
E também com uma das estrelas do seriado sensação do momento Glee, Dianna Agron, que vem se tornando a nova queridinha dos adolescentes. Alguns arriscam a apostar que Dianna seria a nova Kristen Stewart (Bella Swan dos filmes de Crepúsculo) do momento.

A trama é bem simples, porém bastante interessante. E resgata um tema que já foi sucesso teen nos anos 90 através do seriado Roswell: extraterrestres.

Nela temos nove crianças alienígenas que são trazidas para a terra e misturadas aos seres humanos, fugindo de seu planeta natal, Lórien. Pois uma espécie invasora, os Mogadorians, destruíram seu planeta, e agora os seguiram até a Terra para caçá-los. Cada um dos nove alienígenas foi dado a um tutor e desenvolvem poderes sobre-humanos quando eles se tornam adultos. A cada um foi atribuído um número. Estas últimas crianças de Lórien só podem ser mortas na sequência de seus números. Os números Um, Dois e Três já foram mortos até agora.
O número Quatro (Alex Pettyfer), também chamado John Smith, se muda para “Paraíso” cidade fictícia em Ohio, disfarçado como um estudante. Lá ele ganha uma amiga, Sarah Hart (Dianna Agron), uma garota doce, que é um fotógrafa. Depois de passar toda a sua vida fugindo o número quatro se apaixona, e agora tem algo para incentivar a continuar lutando por sua vida.

Infelizmente o filme já não se encontra mais em cartaz nos cinemas nacionais, mas este mês ainda vocês poderão encontrá-lo nas locadoras de vídeo.

Vale a pena conferí-lo. Espero que vocês aproveitem a dica. Bom filme pessoal e até a próxima.
Ah e pra não perder o costume. Deixo vocês com o trailer do filme. Até.

I Am Number Four - EUA - 2011 - 109 min. Ação/Aventura/Ficção Científica/Romance

Dica de Filme: Os Delírios de Consumo de Becky Bloom!

E aí galera? Venho mais uma vez aqui trazer o que há de melhor do mundo do cinema para vocês.
Dessa vez trago a adaptação cinematográfica do romance de Sophie Kinsella, que se tornou um best-seller mundialmente conhecido: Os Delírios de Consumo de Becky Bloom.

Tendo como base os nossos estudos a cerca da Insdústria Cultural, Becky não poderia nos dar um exemplo melhor.
O assunto que nos proporcinou uma melhor visão do que essa insdústria nos tras: o consumismo. Tudo hoje em dia é comercializado e nos faz gastar muito, até mesmo com coisas que não necessitamos. Becky é uma de nós: AO EXTREMO.

A trama tem bastante diferenças. Començando pela cidade, que no livro é Londres e no filme foi trocada por Nova York, o que particulamente deixa tudo bem mais interessante já que ali é tudo muito tentador.
Rebecca Bloomwood (Isla Fisher) é uma garota que adora fazer compras. Seu grande sonho é um dia trabalhar em sua revista de moda preferida, mas ela no máximo consegue chegar na porta do local. Mas para conquistar esse sonho ela consegue um emprego como colunista em uma revista de finanças publicada pela mesma editora. Acreditando que se chamar a atenção dos críticos, futuramente possa mudar para a revista de moda. Porém, como uma consumista de primeira consegue dar dicas de economia em uma revista? Becky se torna famosa e sua coluna começa a chamar atenção. A garota se torna exemplo de economista. Mas o que as pessoas não sabem é desse segredo de Becky, tão consumista e com o gerente do banco atrás para lhe cobrar uma divida de mais de 10 mil dólares.

Vale a pena conferir o filme. Se você gostou do Diabo Veste Prada, vai adorar Os Delírios de Consumo de Becky Bloom. Um filme extremamente divertido, e que nos fará pensar muitas vezes antes de esvaziar a carteira para gastar com futilidades.

Pra não perder o costume. Deixo vocês com o trailer do filme. Bom filme pessoal e até a próxima.

Confessions Of A Shopaholic - EUA - 2009 - 104 min. Comédia

terça-feira, 10 de maio de 2011

Dica de Filme: A Rede Social!


Olá pessoal! Trago para vocês novamente mais uma dica imperdível de filme.

Levando como exemplo do Determinismo Tecnológico que estudamos. Essa teoria trata-se de uma relação entre tecnologia e sociedade, onde nos explica que através dos anos dispositivos tecnológicos podem modificar a estrutura e as funções da sociedade. E que exemplo para exemplificar essa teoria do que o filme A Rede Social.

A Rede Social mostra a incrível história de um jovem que se tornou milionário graças a uma ideia inovadora. Jesse Eisenberg faz uma perfeita interpretação nos cinemas ao encarnar Mark Zuckerberg, analista de sistemas graduado em Harvard que em uma noite de outono do ano de 2003 decide colocar em prática um novo projeto. Desde então ele trabalha em seu computador para tentar criar a rede social que se tornaria a mais popular na internet seis anos depois. Pois é, mas depois de reunir mais de 500 milhões de “amigos” e de fazer com que o Facebook se tornasse mundialmente conhecido, Mark começa a ter as complicações em sua vida social e profissional.
O principal enredo do filme é uma disputa judicial milionária, entre Mark e Eduardo (seu antigo melhor amigo) e uns irmãos gêmeos, pelo reconhecimento de criação da rede social.

O filme surpreende as milhares de pessoas que nunca tinham ouvido falar da trajetória do gênio criador do Facebook, que causou uma verdadeira revolução ao dar início a uma geração que vem mudando o modo de pensar e de agir de muitas pessoas. O longa tem ainda no elenco principal Andrew Garfield, Justin Timberlake, Rooney Mara, Malese Jow, Armie Hammer, Liam Ferguson, Douglas Urbanski e Joseph Mazzello.

No drama todos poderão viajar em um universo que também discute e explora a insociabilidade, a solidão e a falta de interações sociais reais. E são justamente essas as questões atuais do século XXI, onde milhares de pessoas passam horas em frente a um computador e preferem as relações virtuais às relações interpessoais presenciais.

A Rede Social é dirigido por David Fincher, que aproveita a história polêmica para fazer discussões gerais e ecléticas e montar mais uma obra prima.

Estaria então o Facebook modificando e monopolizando o meio de socialização das pessoas? Deixo vocês agora com o trailer do filme, que por sinal foi o grande vencedor do Oscar desse ano. Bom filme a todos e até a próxima.

The Social Network - EUA - 2010 - 120 min. Drama


Dica de Filme: Josie e as Gatinhas!


Olá! Pegando onda na Teoria dos Efeitos Limitados, uma vez que ela trata da persuasão das pessoas na sociedade, trago a vocês mais uma dica de filme: Josie e as Gatinhas.

O filme é uma versão moderna de um clássico dos desenhos dos anos 70 de
Hanna Barbera, famoso desenhista criador de clássicos como Os Flintstones, Os Jetsons e Scooby Doo.

No filme temos
Josie (Rachel Leigh Cook), Valerie (Rosario Dawson) e Melody (Tara Reid). Elas não se importam com o que está na moda ou o que é mais popular no momento. As três formam a banda Josie e as Gatinhas, fazem shows vestidas como gatas e estão mais interessadas em criar seu próprio estilo como banda de rock'n'roll. Um dia elas são descobertas por Wyatt Frame (Alan Cummings), um empresário musical que logo consegue para elas um contrato com a Mega Records e faz com que a banda se torne uma febre mundial. Mas nem tudo são flores: Fiona (Parker Posey), que trabalha na Mega Records, pretende utilizar a banda para controlar a juventude da América através da música e, ao descobrir tais intenções, Josie e suas amigas farão de tudo para limpar seus nomes.

Um filme que mostra claramente a teoria que estudamos, persuadindo o mundo dos jovens através da música.
Além de contar com um elenco maravilhoso, o filme tras uma história bem simples, mas contada de forma bem divertida, com muito humor, e muita música, que por sinal merece destaque.

Deixo vocês agora com um trailer do filme. Preparem as pipocas e os ouvidos. Bom filme e até a próxima.

Josie And The Pussycats - EUA 2001 - 98 min. Comédia


domingo, 1 de maio de 2011

Morto até o anoitecer - Charlaine Harris.

McLuhan nos expõe as mudanças de uma tecnologia para outra – assim como sua própria mudança. Apresenta-nos uma nova visão, mostrando que o fato de que ler rapidamente não é exatamente uma coisa ruim. Hoje com o advento das tecnologias cada vez mais imediatistas a leitura rápida – muitas vezes confundida com distração – tem um papel importante. A mudança do Livro para o jornal, depois rádios, TVs e por ultimo internet.

Com a mudança das tecnologias a mudança nos processos de associação e absorção também se modificam, se tornando mais rápidas e diretas. O autor nos cita o exemplo onde em uma pesquisa as pessoas que viram o mesmo discurso na tv, radio, pessoalmente e livro, absorveram mais pela tv, onde estimulam todos os sentidos e não tem distrações como roupas extravagantes ou coisas do gênero.

O jornal(ou livro diário) veio trazendo um novo sentido e um espírito forte de nacionalidade, com a globalização esse espírito vem se tornando mais amplo, e superando a barreira do nacional, e indo para o humano. A cultura é apresentada de outra forma e com ela formam-se os ícones mundiais, sejam eles oriundos de qualquer cultura.

Todos os meios de comunicação tem como objetivo principal unir a população, é por meio da identificação social que o homem pode se identificar como parte de algum povo, parte de algo. Primeiro a cultura oral, depois livros, jornal e por ultimo Internet.

Já no livro da Charlaine Harris, você pode ver o quanto a autora não nos impõe isso, mostrando um sociedade quase totalmente oralizada, nos mostrando mesmo que uma sociedade “alternativa”, onde os vampiros vivem livremente. Ela nos mostra a forma onde a cultura oral é a mais importante. Onde os costumes populares falam mais alto, assim como os preconceitos. Mostra-nos que mesmo nos dias atuais com internet e todo esse advento, a cultura escrita nada mais é do que um adereço, onde o que realmente interessa é a cultura oral, a cultura do dia a dia.

Ícones são criados e moldados para unir a população de alguma forma, unir no âmbito humano e social, não somente nacional – por mais que ícones nacionais também existam e sejam bem marcantes(ex: Fátima Bernardes e William Bonner). Charlaine nos põe a par de uma sociedade interiorana e pacata, mostrando o interior realmente, colocando a globalização como algo constante, mas mesmo assim, um acessório.

Indústria cultural da música

A música popular sempre foi um estilo musical voltado para as massas, isso nós já sabemos. Por ser um estilo tão massivo, é fácil associar o pop com a teoria da cultura de massa. Essa teoria é o conjunto de idéias unidas que visam a trivialidade das informações; para alguns, a banalização, ou até mesmo a superficialidade das informações.

Uma prova disso são as letras das músicas que são oferecidas para nós atualmente. Recentemente, Britney Spears lançou a música Till The World Ends, cuja letra fala sobre baladas e sobre dança:

Eu não aguento, não aguento, não aguento mais
Nunca me senti, nunca me senti, nunca me senti assim antes
Venha me trazer, venha me trazer para a pista de dança
DJ, o que você, o que você está esperando?

Oh oh oh oh oh oh oh

Veja como eu me mexo quando perco, quando perco a cabeça
Te faço pirar com a dança emocionante no escuro
Você repara no que eu estou vestindo
Você repara logo que chega
Você sabe que posso levar para um outro nível, baby
Mais gostosa do que a lista VIP
O próximo na minha lista de sucessos
Baby, me deixe enlouquecer a sua cabeça essa noite

É fácil perceber que a letra da música aborda um assunto completamente trivial. Resume-se em dançar até o mundo acabar e fazer os outros olharem para você. A teoria da cultura de massas aborda exatamente isso, a indústria cultural e a superficialidade em que ela está mergulhada na contemporaneidade. Resta ao público que recebe esses produtos saber diferenciar o que vai ser importante para o crescimento cultural e o que pode ser descartado.

E para quem quiser dançar até o mundo acabar, segue o clipe da música: