quinta-feira, 2 de junho de 2011

Reprodutibilidade na música







A reprodutibilidade técnica foi primeiramente idealizada por Walter Benjamin, no século XX, na Alemanha. Essa teoria consiste em reproduzir industrialmente uma determinada arte ou figura singular, cuja aura não é mais preservada após ser reproduzida. Um exemplo recente e pertinente é das músicas que se tornaram extremamente acessíveis para seú público. São poucas as pessoas que ainda sentem a mesma alegria em escutar I Gotta A Feeling, do grupo Black Eyed Peas, ou então ainda sentem a mesma emoção em escutar I Want To Know What Love Is, de Mariah Carey. De fato temos um caso de reprodutibilidade técnica, pois a música é veiculada em todas as rádios, às vezes até em todas as mídias possíveis. A música, no caso, se torna tão presente na vida da pessoa, que sua aura inicial não é a mesma que a sua aura atual.


A aura se perde quando a figura se torna comum a todos. Assim, todo o seu contexto temporal e especial se perde, tornando essa figura superficial e acessível. Temos no presente momento músicas atuais tocando nas rádios, como Talking To The Moon, de Bruno Mars, Till The World Ends, de Britney Spears, Judas, de Lady Gaga entre outras. Neste momento, essas músicas ainda mantêm, de certa forma, uma parte de suas auras preservadas. No momento em que essas músicas tornarem-se de senso comum, é nesse momento que suas auras estarão basiacmente extintas.


A reprodutibilidade técnica ocorre, atualmente, em várias coisas. Seja no cinema, na música, na arquitetura etc. Ela é de fundamental importância para o entendimento da destruição, e porque não, da construção de novos sentimentos e pontos de vista nas pessoas. Aproveitando o encejo, vou mostrar um exemplo de músicas de uma mesma artista que estão, respectivamente, no gosto do público e saturada.






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