quinta-feira, 2 de junho de 2011

Teoria para a vida

Teoria é uma palavra que causa uma certa repulsa em muitas pessoas. De certo, teoria é algo monótono e cansativo para a sociedade imediatista a qual vivemos hoje. Mas então para que serve a teoria? Bem, se você tiver um campo de visão limitado e completamente horizontalizado, teoria não servirá de muita coisa. Termos como massa, paradígna, reprodutibilidade, aura etc, farão nenhum sentido. Mas se você consegue fazer um paralelo com o passado e o presente de forma constante, talvez teoria seja um estudo interessante e até mesmo animador.


Saber o porquê das coisas, entender o funcionamento das estruturas sociais, analizar e compreender paradígmas criado por estudiosos do passado, com certeza poderá lhe ser útil no futuro, já que a partir dessas ideias podemos compreender melhor o que acontece atualmente, tornando esses paralelos extremamente importantes para a formação do homem social.


Com poucas espectativas positivas, descobri na cadeira de Teoria da Comunicação que podemos entender como funciona o grande domínio daquilo que nós mesmo criamos: a mídia; ou que podemos enxergar melhor aquilo que nos cerca e nós muitas vezes nem notamos: a manipulação. Descobri também que conseguimos fazer sempre analogias concordantes ou conflitantes sobre o presente e o passado, relacionando aquilo que está a nossa volta com conceitos construídos há muitos e muitos anos.


Se antes eu não tinha muitas espectativas positivas, hoje posso dizer que sem elas eu talvez não teria me interessado tanto por esses estudos. Gincanas semanais, filmes interessantes, aulas cheias de informações e uma excelente professora: aspectos que unidos à minha curiosidade, tornaram essa disciplina uma das mais interessantes até o momento.


Escrevo não só por mim, mas em nome de toda a minha equipe. A cadeira de Teoria sem dúvida foi muito importante para todos nós, pois não só acresceu nosso conhecimento, mas como ampliou nossos campos de visão e argumentos para defender teses.


Temos apenas que agradecer a oportunidade da aprendizagem à professora Adriana Santiago e sua monitora Sabrina.


O blog Teias Globais agradece.

Reprodutibilidade na música







A reprodutibilidade técnica foi primeiramente idealizada por Walter Benjamin, no século XX, na Alemanha. Essa teoria consiste em reproduzir industrialmente uma determinada arte ou figura singular, cuja aura não é mais preservada após ser reproduzida. Um exemplo recente e pertinente é das músicas que se tornaram extremamente acessíveis para seú público. São poucas as pessoas que ainda sentem a mesma alegria em escutar I Gotta A Feeling, do grupo Black Eyed Peas, ou então ainda sentem a mesma emoção em escutar I Want To Know What Love Is, de Mariah Carey. De fato temos um caso de reprodutibilidade técnica, pois a música é veiculada em todas as rádios, às vezes até em todas as mídias possíveis. A música, no caso, se torna tão presente na vida da pessoa, que sua aura inicial não é a mesma que a sua aura atual.


A aura se perde quando a figura se torna comum a todos. Assim, todo o seu contexto temporal e especial se perde, tornando essa figura superficial e acessível. Temos no presente momento músicas atuais tocando nas rádios, como Talking To The Moon, de Bruno Mars, Till The World Ends, de Britney Spears, Judas, de Lady Gaga entre outras. Neste momento, essas músicas ainda mantêm, de certa forma, uma parte de suas auras preservadas. No momento em que essas músicas tornarem-se de senso comum, é nesse momento que suas auras estarão basiacmente extintas.


A reprodutibilidade técnica ocorre, atualmente, em várias coisas. Seja no cinema, na música, na arquitetura etc. Ela é de fundamental importância para o entendimento da destruição, e porque não, da construção de novos sentimentos e pontos de vista nas pessoas. Aproveitando o encejo, vou mostrar um exemplo de músicas de uma mesma artista que estão, respectivamente, no gosto do público e saturada.