quinta-feira, 2 de junho de 2011
Teoria para a vida
Reprodutibilidade na música
domingo, 29 de maio de 2011
Dica de Filme: O Sorriso de Mona Lisa!
E aí pessoal? Aqui estou eu mais uma vez trazendo uma dica imperdível de filme. Essa vai ser a minha última dica, e portanto, fechando a matéria do semestre, eu trago um exemplo para um assunto que gerou muita discussão em sala e polêmica. Afinal, o que é arte e o que não é?Walter Benjamin discute esse conceito no seu ensaio "A Obra de Arte na Época de sua Reprodutibilidade". Ele fala sobre o que pode ser considerado arte ou não. Sobre a reprodução da verdadeira obra de arte em grande escala. Sobre a perda da "aura", que é a alma da obra de arte.
Enfim, ele nos mostra diversos pontos sobre esse assunto, que já foram citados e exemplificados também nos posts anteriores dos nossos colegas.
Um bom exemplo para esse assunto é o filme que trago para vocês hoje: O Sorriso de Mona Lisa. Considerado pelos críticos com o novo "Sociedade dos Poetas Mortos", o filme nos tras uma discussão bastante interessante sobre esse conceito de arte. Além de um elenco incrível.
Na trama temos Julia Roberts como Katherine Watson, uma recém-graduada da universidade UCLA, contratada para dar aulas de História da Arte no prestigioso colégio de moças Wellesley College em 1953. Determinada a confrontar os antigos costumes da sociedade e da instituição que os adota, Katherine inspira suas tradicionais alunas, incluindo Betty (Kirsten Dunst) e Joan (Julia Stiles), a desafiar as vidas que elas esperam levar.
O filme é bem interessante, pois como Katherine é uma professora de História da Arte, boa parte do filme se passa na sala de aula onde ela e suas alunas discutem diversos conceitos de arte. Além disso, o próprio título do filme faz referência a maior obra de arte de todos os tempos, a Mona Lisa. Nesse caso, se refere ao sorriso misterioso dela, pois essas garotas da década de 50, destinadas a serem educadas para ser dona de casas, exemplificam o mesmo sorriso da dona da obra de arte, misterioso, feliz? Mas morrendo por dentro.
Espero que vocês aproveitem essa dica e que tenha gostado das demais postadas no blog. O filme é muito bom. Eu deixo vocês agora com o trailer do filme, pra não perder o costume. Até breve.
Mona Lisa Smile - EUA - 2003 - 117 min. Drama
a influência da mídia.
A principal forma cultural construída por essas indústrias é a televisão, que ensina e forma indivíduos cada vez mais cedo. Nela podem-se observar diferentes temas e culturas expostas a qualquer horário e idade. Os conteúdos nela existentes possuem mensagens subliminares que conseguem escapar da consciência, o que tende a provocar alienação. Diante disso, pode-se perceber este meio cultural como um produto bom que é capaz de mostrar conteúdos reveladores e contribuir para o desenvolvimento humano e um produto ruim capaz de alienar uma pessoa, levando-a a pensar e agir como lhe é proposto sem qualquer tipo de argumentação.
A Arte e a Reprodutibilidade Técnica

A obra de arte sempre foi reprodutível. O Homem sempre imitou o Homem. No entanto, a reprodução técnica que constituí algo totalmente novo tomou um papel de força na História da Humanidade.
Os Gregos conheciam apenas dois processos de reprodução técnica sendo eles, a fundição e a cunhagem. As moedas e os bronzes eram as únicos obejctos que se podiam produzir em massa. Mais tarde, as artes gráficas passaram a ser reproduzidas pela xilogravura e depois, com a chegada da impressão também a escrita se tornou um fenómeno de reprodução em massa. Porém, o avanço decisivo e que possibilitou às artes gráficas a sua venda no mercado foi a chegada da litografia no século XIX. Desta forma, para além de haver produtos em massa havia também produtos com novas formas e todos os dias. Serviu também para ilustrar o quotidiano.
Poucas décadas depois, eis que chega a tecnologia da fotografia que ultrapassa em todos os sentidos a litografia. Muito mais rápido do que desenhar e com a ausência de mãos habilidosas e talentosas, a fotografia acelera de uma forma extraordinária o processo de reprodução de imagens. Com esta nova técnica, o valor de culto que até agora tinha uma vertente unicamente espiritual e mágica é afastado pelo valor de exposição. Apenas os retratos de entes queridos continuam a abranger um culto de recordação que não pode ser sobreposto por ninguém.
O cinema foi outra das formas que acelerou o processo de reprodutibilidade com a reprodução técnica do som a ter um papel bastante importante. O facto do cinema se querer enquadrar no conceito de “arte” causou uma modificação nos efeitos e no objecto da reprodução técnica que passou a ser a totalidade das obras de arte provenientes de épocas anteriores
Abaixo segue um curta conceitual feito por alunos de outra universidade, sobre a reprodutibilidade técnica:
